Jornal dos Desportos

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Entrevistas

"Lugar de malucos na Psiquiatria"

Avelino Umba - 04 de Junho, 2010

J defende dilogo entre os profissionais do hquei em patins

Fotografia: Domingos Cadncia

Um dos treinadores de hquei em patins acusou-o de ter \"roubado\" os melhores jogadores de forma abrupta. O que aconteceu?No quero falar sobre esse assunto.Porqu?Porque estaria a fazer o mesmo papel que ele, pois devo apenas dizer que para quem conhece o hquei em patins nos escales de juvenis, isso no pode ser possvel. Sou treinador com carteira profissional, conheo as regras e nunca podia um dia me passar pela cabea cometer esse tipo de anomalia. Mas a acusao verdadeira ou falsa? extremamente falsa, pois fao formao na Vila Alice h longos anos, com incio no Hquei Clube 2000 e passagem por uma outra equipa e hoje estou na Acadmica de Luanda, como treinador. Portanto, considero a acusao infundada e sem cabimento. H pessoas que me conhecem h bastante tempo e sabem do meu contributo e o do meu colega Ju em prol do hquei em patins. E para reforar, somos ns quem faz a massificao na modalidade. E mais ningum. O que est na base dessas acusaes?Honestamente, na altura dessas acusaes nem sequer me encontrava em Luanda. E com todo o respeito que tenho pelas pessoas, no gostaria de me baixar at a esse ponto, razo pela qual prefiro no comentar. Po para malucos no existe na minha dispensa, cujo lugar na clnica de psiquiatria ou no Pap Kitoko. Na verdade, o acusador no o culpado, mas o senhor Freitas, presidente do Clube de Hquei 2000. Porqu o presidente do clube?H quatro anos, aquando da extino do BAI, ramos campees com as equipas de juvenis, de juniores e os midos haviam de transitar para a classe de snior. O BAI negou-se a ter seniores.Depois de tudo isso, como est o vosso relacionamento?Com todo o respeito, sou um jogador que cresci credenciado como um dos melhores jogadores angolanos de hquei em patins de todos os tempos. Como treinador, fao o meu trabalho e integro no grupo de treinadores nacionais mesmo a jogar. Sa da Seleco Nacional sem choques com ningum e no espero t-los agora, que me pretendo afirmar na modalidade. Foi por essa razo que disse: no tenho medicamentos para malucos. No cheguei a ler a entrevista publicada no jornal, mas numa das passagens, segundo algum que a leu, dizia que foi o mentor de formao de todos os jogadores que alega ter levado para a Acadmica. Disse o que achou dizer sem medir as consequncias da mentira. O meu colega Ju chateou-se bastante e tive de o acalmar. As pessoas deviam ser mais humildes, quando falam sobre a modalidade. A verdade, acima de tudo, para a levar avante o hquei em patins a partir das camadas jovens, em vez de aparecerem com mentiras e calnias, o que no nos leva a parte alguma. Acadmica de Luandatem responsabilidade socialQual percepo do hquei em patins em Luanda, em particular, e no pas, em geral?Em Luanda, a cada dia que passa, nota-se evoluo. Na presente poca, apareceram mais dois clubes de referncia, concretamente, o 1 de Agosto e o ASA, o que podemos dizer que a modalidade est no bom caminho. Para o efeito, gostaria que as demais provncias tambm envidassem esforos de para que modalidade se tornasse mais forte e as competies nacionais mais competitivas.Qual a realidade da equipa de hquei em patins da Acadmica Clube de Luanda? um clube com quatros escales, mormente, iniciados, juvenis, juniores e seniores. Caminha com as prprias pernas pelos bons caminhos e esperamos que atinja grandes patamares brevemente.Qual o historial da Acadmica de Luanda? um clube que derivou do antigo BAI, no qual faziam parte o escalo de juniores. Na Acadmica, os jogadores do continuidade ao trabalho comeado nos escales iniciados, juvenis, juniores e culminam nos seniores para aqueles que reunirem qualidades.Quais so as ambies definidas?Primeiro, revalidar o ttulo de campeo nacional. Segundo, fazer uma boa campanha para ganhar o Campeonato Africano e, terceiro, uma boa classificao no Campeonato do Mundo de Clubes.Quais as grandes dificuldades que enfrenta? So vrias, o que no foge regra das outras modalidades, a contar com a falta de campo prprio e os materiais indispensveis para a prtica do hquei em patins. O que tem estado a fazer para ultrapassar essas dificuldades?Trabalhamos para construir um campo prprio, que num curto espao de tempo podemos t-lo. At ao fim do ano, t-lo-emos, o que tem sido a grande dificuldades para a prtica da modalidade. O clube trabalha de forma diferente dos demais. um clube com responsabilidade social, razo pelo qual alguns atletas vm por bolsas internas, fazendo jus ao nome Acadmica. um clube para acadmicos, que no se resume ao desporto, mas tambm ao futuro do homem. Quando se abriu o clube Acadmica, primeiro formou-se o homem, literalmente, e depois o atleta. A formao acadmica dos jogadores tem prioridade neste clube.Disse estar em vista a construo de um campo do clube. Onde vai estar localizado e o que falta para a sua utilizao?Est a ser erguido na zona do Kikuxi, no municpio de Viana. A ltima vez que l estive, comoveu-me bastante e vi que tudo estava a correr a bom ritmo, faltando pouco para a sua concluso. Vamos esperar mais alguns dias, pois saber esperar uma grande virtude.Existe algum patrocinador oficial do clube?Ainda no o temos. Estamos a envidar esforos para encontrar um organismo privado que nos possa dar a mo para que o hquei em patins tome os rumos preconizados pela direco do clube e se faa excelente trabalho.Como caracteriza a relao entre o treinador e os atletas? excelente, porquanto um treinador que os percebe e percebem-no. No h ditaduras no nosso seio, cada um dos integrantes sabe o seu verdadeiro lugar no clube. um homem com muitas ocupaes. Como se caracteriza?Sigo bons espaos, porquanto penso no meu futuro. Sou trabalhador, jogador e treinador ao mesmo tempo.Como concilia as tarefas que lhe esto acometidas?No fcil, mas tambm no difcil, porque gosto de fazer as trs coisas. Assim sendo, as minhas actividades comeam s 6h30 de cada dia, dando primazia ao treinamento da minha equipa at s 8h30, momento em que rumo para o local de trabalho at s 15H00. No fim do dia, dou treinos aos mais jovens.PerfilNome: Aberto Jorge Faria Domingos Naturalidade: Luanda Nacionalidade: Angolana Data de Nascimento: 8.5.1972Estado civil: Casado Filhos: 1 Altura: 1,72 cmPeso: 61 KgsDesporto ideal: FutebolTabaco: No Bebidas: RefrigerantesPrincesa encantada: Esposa Prato preferido: Funji de carne seca Perfume: Dni yorkCor preferida: AzulSegue moda? SimCalor ou cacimbo? Calor Esplanada ou discoteca? DiscotecaBoleia ou volante: VolanteDroga: ContraPoligamia: Respeito