Jornal dos Desportos

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Entrevistas

Mais de trs mil alunos nos V Jogos Nacionais Escolares

Joaquim Suami, em Cabinda - 20 de Agosto, 2010

Helena Berta Buca Vando Marciano, secretaria provincial da educao de Cabinda

Fotografia: Antnio Soares


Estão criadas as condições para Cabinda albergar, de 23 a 30 do mês em curso, os V Jogos Nacionais Escolares?
Cabinda, como palco dos V Jogos Nacionais Escolares, criou condições de alojamento, de alimentação e melhorou os recintos que vão acolher a competição. As caravanas das 18 províncias do país serão alojadas e farão as suas refeições na Vila Olímpica. As empresas que vão prestar serviços vão funcionar na vila, o que quer dizer que todas as actividades de relaxe e recreação após os jogos decorrerão onde os alunos estarão acomodados. A comissão provincial criada para os jogos trabalha arduamente para tudo correr bem. Os jogos vão decorrer nos municípios de Cabinda, Cacongo e Buco-Zau. No município sede, serão utilizados os campos do Barão Puna, Multiuso do Tafe, Chiazi, Escolas do Gika e do Lombolombo. No Buco-Zau vai ser usado o campo do Mbuco Mabele e o Pavilhão Gimnodesportivo, porque a ideia é levar todos os jogos àquela localidade, na medida em que oferece melhores condições em relação ao município de Cacongo.

As condições de segurança, comunicações, e de transportação estão garantidas?
Em princípio, depois dos jogos os alunos regressam ao município sede e estamos a trabalhar para que nada de mal aconteça. Por isso temos as comissões criadas, das quais as forças policiais fazem parte, e já possuem a relação dos campos que vão ser utilizados durante o período dos jogos e todas as informações das competições. Estão a trabalhar para garantir a segurança. Para estes jogos, temos cinco modalidades, designadamente o futebol, o andebol, o basquetebol, o atletismo e o voleibol, sendo que os jogos vão decorrer nos períodos da manhã e da tarde.

Fale da comissão criada para os jogos…
É a segunda vez que Cabinda acolhe os jogos nacionais escolares e já temos experiência nesta matéria. Por isso foram criadas comissões competentes para o cumprimento eficaz da prova. Temos a comissão logística, do protocolo, de asseguramento (onde está a Polícia Nacional), de transporte, de assistência médica, a subcomissão técnica e o secretariado, que vai elaborar todos os relatórios dos jogos. O coordenador principal é o vice-governador para a área social e administrativa, Feliciano Toco. Todas as comissões estão a trabalhar e todos os dias nos reunimos com os técnicos, que apresentam dificuldades. Vamos trabalhar no Estádio Nacional do Chiazi e no Municipal do Tafe para vermos as condições para o atletismo. Estamos ainda a localizar o terreno para o atletismo, na especialidade de corta-mato, mas todos estes obstáculos estão a ser superados para garantirmos uma competição condigna.

//Mil e 300 alunos participam nos jogos escolares//

Para quando a chegada das caravanas?
Todas as caravanas começam a chegar em Cabinda no dia 23 do corrente mês, num total de mil e 300 participantes, provenientes das 18 províncias do país, sem contar com os responsáveis das delegações e os árbitros. A competição vai fazer disputar jogos nas modalidades de futebol, atletismo, voleibol, andebol e o basquetebol. Em termos de transporte, estamos a contar com o apoio da empresa de transporte público, Giracab, que vai garantir o transporte de todas as caravanas durante o certame.


//Cento e dezasseis
petizes preparados //

Com quantas crianças Cabinda vai participar no certame?
Como anfitriã, Cabinda vai participar com 106 alunos de diversas escolas locais. A comissão trabalhar com professores de Educação Física que fazem a selecção dos atletas que vão representar a província. Estamos esperançosos em termos uma boa classificação nas modalidades em disputa, na medida em que os treinos decorrem bem, o que deixa a comissão mais tranquila e crente que vamos lutar pelo título.

Como decorre a preparação dos mesmos?
Os treinos decorrem a bom ritmo, apesar de algumas dificuldades de equipamento. A comissão provincial trabalha no sentido de adquirir o material necessários para o êxito da actividade. Aliás, a equipa técnica que vem de Luanda vai trazê-lo. Há ainda alguma dificuldade no que toca aos campos, mas tudo está a ser feito para se inverter o quadro e os jogos acontecerem de facto. Para este certame, Cabinda vai competir em todas as modalidades escolhidas, em ambos os sexos.


//Província quer ficar
com todas as medalhas.//


As condições estão criadas para Cabinda alcançar resultados satisfatórios?
A nossa província tem dois títulos a defender, nas modalidades de andebol e de basquetebol e, por isso, as equipas trabalham arduamente para os manter e conquistar outros. Não podemos nos conformar em defender apenas os títulos de andebol e basquetebol. Todo o esforço está a ser feito para conquistarmos medalhas de ouro em todas as modalidades.

Como avalia o trabalho desenvolvido pelos técnicos locais?
Os nossos técnicos estão motivados e estamos sempre em contactos com eles para sabermos como foi o trabalho durante o dia com os atletas que vão representar a províncias nestes jogos escolares. Constatamos que tudo está a correr da melhor maneira; os técnicos estão empenhados em ensinar as crianças para que elas não cometam erros durante os jogos. Sabemos que não vai ser uma tarefa fácil, pois as equipas participantes tudo farão para representar condignamente as suas províncias. Notamos que os nossos técnicos estão com a moral alta e com vontade de se empenharem em transmitir o seu saber e carinho aos educandos.

A par das 106 crianças que vão participar directamente nos jogos escolares, sabemos que também estão a ser mobilizados outros alunos para participarem no evento. Confirma?
A comissão provincial quer tornar o evento mais abrangente. Estamos a passar a mensagem em todas as escolas da província, a trabalhar com as direcções das escolas e com os órgãos de comunicação social, no sentido de fazer a propaganda da competição para despertar a atenção das crianças e aparecerem em massa nos campos para apoiarem as equipas locais ou de outra província.

Além dos jogos em si, que outras actividades serão desenvolvidas?
Durante o período de realização dos jogos escolares, a comissão provincial está a planificar algumas actividades, principalmente para o dia 28 de Agosto, que é a data do aniversário do Presidente da República. Estamos à espera dos técnicos que vêm da capital do país, Luanda, para aperfeiçoarmos o programa. Estamos também a estudar a possibilidade de, no momento em que os jogos estiverem a decorrer no município do Buco-Zau, mostrarmos o que aquela localidade possui, do qual ganha destaque a Floresta do Maiombe. Ou seja, vamos unir o útil ao agradável para os alunos tomarem contacto com a beleza da região, incluindo no programa algumas actividades de lazer. Vamos trabalhar com uma empresa de eventos culturais que vai animar as noites, o que permitirá a troca de impressões, experiências e o conhecimento da cultura das 18 províncias do país.

//Ministério da Educação garante indumentária //

Que benefícios a província terá ao albergar a competição?
Muitos a começar com o nome da província que é ressaltado. Aliás, como sabe, Cabinda tem fama de ter uma população acolhedora e essa nossa forma de ser vai ser divulgada pela forma como vamos receber os visitantes durante este evento desportivo. Também vai ser uma mais-valia para os nossos educandos, porque o desporto não é só lazer mas também interfere no processo de ensino e aprendizagem, dota a pessoa de boas maneiras de convivência e contribui para os aspectos fisiológico e psicológico. Quando se pratica desporto o corpo ganha, beneficiando o sistema digestivo, respiratório e circulatório, bem como contribui para criar um organismo saudável e leva a um bom rendimento escolar.

O material desportivo está garantido para o sucesso da competição?
Este aspecto está acautelado com os técnicos nacionais. O Ministério da Educação vai proporcionar todo o equipamento a ser usado durante o evento. Todas as delegações vão ter um equipamento próprio, para identificar a origem dos estudantes se são de Cabinda, de Luanda ou de Benguela. Para as nossas equipas, estamos a trabalhar numa indumentária própria, mas aquilo que é equipamento para os jogos vai ser proporcionado pelo Ministério de Educação.

Que idades têm os participantes?
Vão participar alunos dos 10 aos 18 anos de idade. Todos os professores que leccionam a disciplina de Educação Física estão mobilizados para esta actividade e a dar treinos para os petizes representarem condignamente as suas províncias.

Que recado deixa à população local, a fim de afluírem em massa aos campos durante a competição?
Somos os anfitriões e temos de mostrar o que caracteriza o povo de Cabinda, que é ser acolhedor, carinhoso, respeitoso. Temos de mostrar um comportamento que dignifique a província e o seu nome seja considerado e visto por todo o país. Também gostaria que toda a população, directa ou indirecta, contribuíssemos para os jogos serem coroados de êxito, afluindo aos campos e puxando pelas nossas equipas para conseguirmos títulos, o que será fantástico para a província. Sendo anfitriões, não podemos deixar que outras equipas conquistam os troféus. Temos de conquistar dois ou três títulos, o que será benéfico para todos. Toda a população deve contribuir para o sucesso da prova com a boa conduta, à nossa maneira de ser, e apoiar moralmente às crianças durante os jogos. Pedimos também para que os encarregados de educação não dificultem e confiem em nós, na medida em que temos professores que vão controlar os alunos durante o evento.