Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Entrevistas

Naturais de Cacuso fundam agremiao desportiva (CDRC)

Silva Cacuti - 05 de Agosto, 2012

Manuel Mateus

Fotografia: Jornal dos Desportos

Como surgiu a ideia de criação do Clube Desportivo e Recreativo de Cacuso?
Desde os primórdios da independência de Angola, o MPLA primou pelo desenvolvimento do desporto. Nessa época tínhamos todo o apoio do Estado para a prática desportiva. Naquela altura havia já os campeonatos escolares, havia os campeonatos desportivos militares, enfim, uma série de actividades que levavam à massificação do desporto, que é uma componente do desenvolvimento social. O tempo, as ambições do Executivo mantêm-se, daí a nossa ideia de fundar o clube, pois o Executivo, por si só, não pode implementar todos os planos e objectivos que tem para o desenvolvimento do desporto. Foi assim que um grupo de naturais e amigos, empreendedores sociais e empresários, decidiram juntar-se para dar corpo ao desenvolvimento do desporto também naquela região do nosso país, ou pelo menos contribuir para esse efeito.

Encontraram dificuldades na materialização desta iniciativa?
Depois de um trabalho preliminar ao longo de cerca de seis meses, no dia 21 de Julho de 2012 demos corpo à nossa ideia. Há aqui a realçar alguns intervenientes, especialmente o doutor Coutinho Nobre Miguel, que é o presidente de direcção do clube e o engenheiro Carlos Fernandes, que é o presidente da Mesa da Assembleia-Geral, que deram um contributo especial, para além dos membros de direcção e de outros órgãos sociais. Queremos também frisar aqui o apoio de todas as autoridades locais e do Governo Provincial de Malange que não pouparam esforços no sentido de que esta actividade tivesse êxito e se tornasse uma realidade.

Como foi recebida a ideia de dinamização do desporto em Cacuso e consequente criação do clube?

Para ter uma ideia da importância dada ao desporto, pedimos ao administrador municipal para que convidasse a sociedade civil a estar presente num encontro preliminar para preparar proclamação do clube e se possível também algumas autoridades tradicionais e, em resultado disso, tivemos uma sala cheia, com a presença de 11 autoridades tradicionais. No dia da proclamação do clube fomos prestigiados com a presença da vice-governadora para a área social, do director nacional dos desportos, da sociedade civil de Malange e tivemos um espectáculo musical que contou com mais de cinco mil pessoas, até de outros municípios. Isto significa que a mensagem para a criação do clube foi bem aceite.


ALTA COMPETIÇÃO

“Não queremos inverter a pirâmide”


Este projecto também está virado para a alta competição?
Como todo o projecto desportivo ambicioso, a alta competição é o patamar máximo. A ideia que norteia o nosso clube é não começar pela alta competição, como outros fizeram. Não queremos inverter a pirâmide desportiva, queremos começar com bases sólidas, com a massificação e de forma natural o clube deverá atingir a alta competição.

Há alguma meta estabelecida?
Diria que dentro de cinco anos. Há modalidades em que é mais fácil chegar aos campeonatos nacionais, sobretudo as individuais, como é o caso do xadrez e atletismo. O futebol é mais difícil, mas isso não impede que, depois desses talentos estarem maduros para a alta competição, o clube não recorra à contratação de um ou dois atletas.

Como está projectada a sustentabilidade financeira do clube?

O município de Cacuso é muito rico e está numa posição estratégica. Por exemplo, o município tem a barragem de Capanda, tem em perspectiva o projecto agro-industrial da Quizenga. Está num ponto que é placa giratória para o município de Calandula, que terá um pólo de desenvolvimento turístico e não seria inteligente, da parte dos habitantes de Cacuso, não aproveitar este potencial para expandir a prática do desporto, sem esquecer que o clube tem uma componente cultural. Numa primeira fase avançamos com o desporto, mas o desporto e a cultura andam de mãos dadas.


PRIMEIROS PASSOS

Cacuso tem um grande potencial


Este projecto também está virado para a alta competição?
Como todo o projecto desportivo ambicioso, a alta competição é o patamar máximo. A ideia que norteia o nosso clube é não começar pela alta competição, como outros fizeram. Não queremos inverter a pirâmide desportiva, queremos começar com bases sólidas, com a massificação e de forma natural o clube deverá atingir a alta competição.

Há alguma meta estabelecida?

Diria que dentro de cinco anos. Há modalidades em que é mais fácil chegar aos campeonatos nacionais, sobretudo as individuais, como é o caso do xadrez e atletismo. O futebol é mais difícil, mas isso não impede que, depois desses talentos estarem maduros para a alta competição, o clube não recorra à contratação de um ou dois atletas.

Como está projectada a sustentabilidade financeira do clube?

O município de Cacuso é muito rico e está numa posição estratégica. Por exemplo, o município tem a barragem de Capanda, tem em perspectiva o projecto agro-industrial da Quizenga. Está num ponto que é placa giratória para o município de Calandula, que terá um pólo de desenvolvimento turístico e não seria inteligente, da parte dos habitantes de Cacuso, não aproveitar este potencial para expandir a prática do desporto, sem esquecer que o clube tem uma componente cultural. Numa primeira fase avançamos com o desporto, mas o desporto e a cultura andam de mãos dadas.


Elenco directivo

Mesa da Assembleia-geral:
Presidente – Carlos Fernandes
Secretário-Geral – Domingos Nazaré

Direcção:

Presidente – Coutinho
Nobre Miguel
Vice-Presidente – Manuel Mateus
Vice-Presidente – Lourenço Receado
Vice-Presidente – Adolfo Bibi
Vice-Presidente – Manuel Godinho
Vice-Presidente – Graça Cunha

Conselho Fiscal:

Presidente – Fernando GomesConselho de Disciplina:
Presidente – Jorge Leite Pinto

Conslho de Disciplina:
Presidente - Jorge Leite Pinto