Jornal dos Desportos

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Entrevistas

No xadrez exige-se um pouco mais de estudo

Sardinha Teixeira - 30 de Abril, 2011

Ediberto Eurico Gomes Domingos xadrezista da Epal

Fotografia: Rogrio Tuty

Fale um pouco da sua trajectória.
Tudo começou na década de 90, com jogos nos bairros entre vizinhos e eu acabei fascinado pelo xadrez. Hoje, sou um divulgador da arte dos reis.

Há quantos anos pratica a modalidade?
Sou amante desta arte desde os anos 90. O meu pai ofereceu-me um jogo e ensinou-me a jogar. Passei a querer conhecer mais sobre os jogadores de xadrez. Então, passei a pesquisar sobre a vida de alguns mestres.

Então, essa paixão vem desde a infância?
Como disse, ouvi falar de grandes mestres internacionais aos 13 anos de idade. Na época, já era um jogador talentoso. Isso incentivou-me a fazer uso desta arte.

Como aprendeu a jogar?
Comecei com o meu pai e depois com um amigo, aos sete anos.

Teve apoio no início?
O meu maior incentivador foi o Gika, um grande amigo. Com relação à minha actuação como jogador, o que me incentiva mesmo é minha paixão pelo xadrez, pois o apoio só vem com muita insistência e perseverança.

O que o diferencia dos outros jogadores, lembrando que a sua equipa já conquistou vários títulos?
Creio que o que me diferencia dos outros jogadores é essa paixão que sinto pelo jogo de xadrez.

Qual foi o título que mais marcou sua vida?
Mestre Fide, no Campeonato Zonal 4.3, título conquistado na presente temporada, na cidade de Gaberone, Botswana.

O que espera  para o futuro do xadrez em Angola?
Espero que um dia seja curricular em todas as escolas estatais, particulares, faculdades e e até nas empresas, como desporto, lazer e social.

Quais as maiores dificuldades da modalidade? Já é possível viver do xadrez?
É como no futebol, existe apenas uma gama de atletas que sobressaem. No xadrez, exige-se um pouco mais de estudos, livros, e softwares, ter conhecimento de alguns idiomas, pois os melhores livros ainda estão em outras línguas e esses materiais são um pouco caros. Os alunos quase não têm condições para comprar ou mesmo de ter acesso à Internet.

Qual a melhor idade para iniciar no xadrez?
Aos 5 anos, com dedicação total do educador.

Diante dos gastos necessários, vale a pena participar nos campeonatos?
Apesar de todos os custos, vale a pena sim. Fazem-se novas amizades, amizades antigas são restauradas. Existe um intercâmbio entre cidades, entre jogadores, entre profissionais envolvidos nos campeonatos. Só assim conseguimos continuar a divulgar o xadrez e trazendo mais adeptos para este desporto.

Que conselhos dá aos futuros recrutas?
Conciliem uma maneira de estudar as disciplinas escolares e o xadrez. Não sejam apenas jogadores, sejam, antes de qualquer coisa, amigos. Só assim jogaremos, aprenderemos juntos a sermos pessoas honestas, humildes e bem melhores.

»»» Quem é quem …
Nome
: Ediberto
Eurico Gomes
Domingos
Idade: 34 anos
Filhos: (1)
Natural: Lobito
(Benguela)
Nacionalidade:
Angolana
Estado civil: Solteiro
Peso: 110 Kg
Altura: 1,75 cm
Modalidade: Xadrez
Prato preferido:
Funje de calulu
Fuma: Não
Bebida: Vinho
Calçado: 43
Conduz: Não
Casa própria: Não
Filmes: Drama
Religião: Católica
Música: Kizomba
País: Canadá
Cidade: Montreal
Praia/Campo: Campo
Cor: Vermelha
Maior sonho:
Ser grande mestre
O que mais
detesta:
A mentira