Jornal dos Desportos

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Entrevistas

O basquetebol est a crescer a cada dia

Sardinha Teixeira - 09 de Julho, 2011

Jorge Manuel Ado (Joy) um jogador muito competitivo

Fotografia: Kindala Manuel

Ele integra a formação do Centro Profissional de Reabilitação Física de Viana, que disputa o nacional de basquetebol em cadeira de rodas, divisão B, que hoje termina em Luanda. Aos cinco anos de carreira, já conquistou a admiração até mesmo de grandes da divisão A. Nas suas últimas participações, conquistou em três edições, vários troféus no torneio do Fundo de Solidariedade Social (Lwini). O jogador continua a competir pelo clube que luta para conquistar a sua ascensão a divisão A. "Temos como objectivo ascender à divisão principal e, como tal, aposto muito nos colegas e na equipa técnica", revelou.

Como conheceu o desporto adaptado?
- O meu primeiro contacto com o desporto adaptado aconteceu em 2007, durante a minha formação na área de informática no Centro Profissional de Reabilitação Física de Viana. Na ocasião pratiquei o basquetebol em cadeira de rodas -.

Há modalidade beneficia de apoios?
-O apoio está muito além do esperado. Outra grande dificuldade é a falta de apoio financeiro à modalidade. O basquetebol em cadeira de rodas é um desporto que exige bastante investimento, pois os equipamentos utilizados têm um custo bastante elevado -.

O desporto é o seu meio de sobrevivência?
- Sim. Muitos atletas são renumerados pelos seus trabalhos, em épocas de competição.
Por essa razão, o patrocínio é fundamental para manutenção destas equipas em actividade –.

Como avalia a situação do basquetebol em cadeira de rodas no país?
 – O basquetebol em cadeira de rodas está a crescer a cada dia. As conquistas das nossas equipas no cenário nacional provam isso. Tudo isso é fruto do excelente trabalho que tem sido desenvolvido dentro dos clubes - .

Acha possível sonhar com a subida à divisão A?
- Para alcançar objectivos grandes há que sonhar á grande, porque assim não há limites!

Como está o grupo moralmente?
- O grupo mostra um desenvolvimento interno capaz de sugerir uma época interessante, em que a componente formativa (pessoal e desportiva) continua, agora mais que nunca. Por outro lado, queremos ganhar, mas sabemos que o nível competitivo da maioria das equipas que integram o campeonato nacional é extremamente desigual entre muitas delas -.

Há preconceito no mercado de trabalho em relação a pessoas com deficiência física?
- Acho que sim. E isso é o grande responsável pela pouca participação no mercado de trabalho. Cabe a nós lutarmos para chegarmos lá, e não ficarmos escondidos, sem mostrar nossa capacidade -.

As pessoas com deficiência têm formação?
- A falta de qualificação profissional tem sido uma das justificativas para manter as pessoas com deficiência fora do mercado de trabalho. Há instituições que já desenvolvem algumas práticas para erradicar essa discriminação. Podem participar nos cursos aqueles que estão fora do mercado de trabalho. Há cursos na área de administração, informática, entre outros -.

Uma mensagem para os leitores?
- O basquetebol de cadeira de rodas é um desporto para atletas e não um desporto para deficientes! É uma honra para mim representar o clube neste campeonato nacional. Vou dar o meu melhor, juntamente com aqueles que me vão ajudar, para melhorar a qualidade dos nossos jogos -.

Quem é quem ...

Nome: Jorge Manuel Adão (Joy)
Data de nascimento: 6/6/1989
Natural: Luanda
Estado civil: Solteiro
Filhos: (1)
Nacionalidade: Angolana
Peso: 50 Kg
Altura: 1,60 cm
Clube: Centro de Reabilitação de Viana
Modalidade: Basquetebol em cadeiras de rodas
Signo: Caranguejo
Habilitações: Técnico básico de informática
Ocupação actual: Jogador do Centro Profissional de Rreabilitação Fisica de Viana
Prato preferido: Arroz com feijão e peixe frito
Fuma: Não
Bebida: Água
Filmes: Comédia
Música: Semba
Droga: Contra
País: Angola
Cidade: Luanda
Casa própria: Não
Carro: Não
Esplanada ou discoteca: Esplanada
Campo/Praia: Praia
Cor: Vermelha
Religião: Católica
Tempos livres: Praticar desporto
Maior sonho: Chegar a uma olímpiada