Jornal dos Desportos

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Entrevistas

O "caulinha"que pode brilhar como Akw

Joo Francisco On-line - 04 de Fevereiro, 2013

Quando nos deparamo com uma equipa de futebol dos caulinhas da bola equipados a rigor com o equipamento da Acadmica do Lobito

Fotografia: Eduardo Pedro

Quando nos deparamo com uma equipa de futebol dos “caçulinhas da bola” equipados a rigor com o equipamento da Académica do Lobito, no restaurante Seque, cujo gestor tem o mesmo nome e funciona no interior das instalações da Federação Angolana de Ténis de Mesa, na Cidadela, quisemos logo saber quem era o craque daquele plantel que se encontrava em Luanda para disputar um torneio com outras equipas da capital, no “Catetão”, complexo pertencente ao Petro de Luanda. Os “miúdos”, que estavam mesmo no final do almoço em mesas de quatro pessoas, para depois descansarem e seguirem para mais um treino no campo do “Catetão”, que ocupa um majestoso espaço nos arredores da Feira Popular, olharam-nos como quem não esperava aquela surpresa e apontaram-nos de imediato Arilson Jorge, 13 anos, com corpo franzino e camisola 10, que quase o tapava todo.

Arilson Jorge (Aisson) disse que entrou para os “caçulinhas” da Académica do Lobito pela mão do seu pai que é treinador da mesma equipa, que desde os tempos mais remotos trava uma “batalha” com a capital (Benguela) em várias áreas da esfera social, sendo o desporto o sector onde a rivalidade mais se faz sentir. “Naquela altura o meu pai já era treinador da Académica do Lobito, comprou-me o equipamento e deu-me a camisola número 10, no campo pelado do Bairro São João, isto em 2007”, lembra-se. Aisson esteve durante muito tempo nos “caçulinhas” (denominação das equipas de iniciados não federadas em Angola) e só entrou para as provas oficiais três anos mais tarde.

Dos Caçulinhas do Girabairro para os Provinciais
Antes Aisson teve que fazer o “gostinho ao pé” no Girabairro na classe dos “caçulinhas” da bola, pois como soubemos em “off” a Académica do Lobito não tinha condições financeiras para participar em competições oficiais (campeonatos provinciais) de iniciados. “Comecei a disputar os campeonatos provinciais de Benguela de juvenis a partir de 2010 sempre com a camisola da Académica do Lobito.” “No primeiro campeonato provincial de iniciados ficámos na segunda posição, atrás de Acácias Rubras e à frente do Sporting de Benguela. Em 2011 ficámos em terceiro, novamente atrás de Acácias Rubras e de Dom Bosco (Benguela). No ano passado, voltámos a ficar na segunda posição, atrás de Acácias Rubras e à frente de Belo Horizonte (Benguela)”, revelou o miúdo.

PLANTEL
Muitos jogadores ascenderam à outros escalões

Neste momento, Aisson tem como companheiros na Académica do Lobito: Tidi, Denis, na baliza; Eboé (líbero), Bali (central), Bito (trinco), Chinho e João, no meio campo; Acaio, Micha, Miro, Manucho, Avozinho (todos laterais esquerdos), Jacinto, Jelson, Kito (laterais direitos); Valdemiro, Jacó (médios direitos); Andelson (médio esquerdo); Babo (melhor marcador da equipa). Treinador: Mister Belmiro. Quando entrou para a Académica do Lobito encontrou jogadores como Gaston (que foi segundo melhor marcador do campeonato juvenil da época 2012/2013 com nove golos), Gaúcho, Mazinho (irmão de Aisson), 17 anos e Nelito, que ascenderam para o outro escalão. Aisson é um meio-campista com faro para a baliza. Em três épocas marcou 37 golos, sendo  cinco em 2010, 14 em 2011 e 18 em 2012.

PING –PONG
Professor de Educação Física no futuro

Jornal dos Desportos: Além do futebol o que mais fazes?

Arilson Jorge: Estudo a 9ª classe na Escola Saidy Mingas, localizada no Bairro Compão (Lobito).

JD: Quando fores grande o que queres ser?
AJ: Professor de Educação Física

JD: Como conciliam o futebol com os estudos?

AJ:
Os que estudam de manhã treinam à tarde e os que estudam à tarde treinam de manhã, quatro vezes por semana (de terça a sexta-feira), no campo do INE, no Bairro Caponte ou no Estádio do Buraco, no Bairro Santa Cruz, ambos do Lobito.

JD: Depois dos treinos comem alguma coisa?

AJ:
Sim. Dão-nos sopa

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Jornal dos Desportos: O que faz um central de marcação?


Simão Martins:
Impedir que o adversário chegue perto da baliza e se for possível derrubá-lo mesmo.

JD:Derrubar o adversário pode dar cartão?

SM:Temos que tentar derrubar sem fazer falta. Evitar os contactos físicos agressivos.

JD:Com quantos cartões já foste admoestado durante o início de carreira?

SM:
Nos campeonatos provinciais de iniciados não mostram cartão. Os jogadores faltosos são advertidos. No meu caso, já fui advertido duas vezes. A primeira vez ia em velocidade e tirei a bola com contacto agressivo ao adversário. A segunda por ter reclamado perante o árbitro.

JD: O que achas de Mister Belmiro?

SM:É muito paciente. Quando os jogadores cometem erros tem o cuidado de corrigir. Além disso, ensina-nos a sermos educados para com as outras pessoas

Por Dentro
Nome: Arilson de Ceita Pereira Jorge
Filiação : José Silveira Pereira Jorge e Dora Alexandre Amaral de Ceita
Local e Data de Nascimento: Caponte (Lobito), aos 13 de Maio de 1999
Número de irmãos: Seis
Nº de calçado: 36/37
Posição: Meio campo
Prato preferido: Funge com peixe, feijão e cebola picada
Bebida: Yoki Coco Piña
Cor: Amarela
Camisola com que habitualmente joga: 10
Cidade:Benguela e Luanda