Jornal dos Desportos

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Entrevistas

"O mundo reconhece Angola no Hquei em Patins"

Hermnio Pontes com Joo Francisco - 19 de Janeiro, 2013

Mrio Jorge, 28 anos, tcnico de Hquei em Patins nas equipas Hquei 2000 e Acadmica de Luanda

Fotografia: Jornal dos Desportos

Mário Daniel Malungo ou simplesmente Mário Jorge, 28 anos, é técnico de Hóquei em Patins nas equipas Hóquei 2000 e Académica de Luanda nos escalões juvenis e seniores. Técnico da modalidade há 12 anos, este forjador de talentos espera que a realização do Campeonato Mundial em Setembro nas províncias de Luanda e Namibe vá de encontro ao programa de desenvolvimento da modalidade gizado pela Federação Angolana Patinagem e o Executivo, representado pelo Ministério da Juventude e Desportos. Para ele, os ganhos da realização deste evento que vai reunir a fina flor da modalidade em Angola, vão desde a construção de infra-estruturas apropriadas bem como a restauração dos campos multiuso construídos nas províncias que albergam o evento e a divulgação da imagem do País.

Sobre a sua carreira desportiva, Mário Jorge conta que um acidente sofrido no braço direito, em 1998, quando atleta do escalão júnior na equipa Hóquei 2000, fez com que deixasse de competir muito cedo e conhecer um novo desafio no Hóquei em Patins. “Foi quando Carlos Freitas, presidente da equipa do Hóquei 2000, propôs que o ajudasse, porque acreditava no meu talento e capacidade para orientar equipa, tendo como teste de fogo os iniciados”, contou. Hoje, com mais experiência na carreira, o jovem técnico defende que o Hóquei em Patins pode nos próximos tempos crescer um pouco por todo o território nacional.  “Há um trabalho muito sério que se está a fazer no campo da massificação e desenvolvimento da modalidade, muito por influência dos dirigentes da Federação, passando pelos antigos praticantes, Jorge Abreu “Mestre Abreu”, Sacha e Jó, Kito Paiada e o malogrado Teta”, recordou.


PROGNÓSTICO

“Angola pode aspirar aos três lugares no mundial”


Sobre o “team do sonho” de Angola para enfrentar as outras selecções nacionais, o treinador aposta em  Big, Centeno, Joy, Kirró, Pedalé, Márcio e na baliza, os guarda-redes Tiago e João Pinto. Na óptica de Mário Malungo, as equipas do Juventude de Viana, Petro Atlético de Luanda e Académica de Luanda são as que devem oferecer a nata de hoquistas, para que Angola tenha uma selecção à altura das principais favoritas. “Acho que Angola pode aspirar aos três primeiros lugares no Campeonato Mundial que vai organizar daqui a cerca de oito meses, pelo facto de sermos anfitriões”, prognosticou.

O treinador Mário Jorge sustenta o seu prognóstico com o facto de Angola granjear já um reconhecimento internacional, resultante dos títulos alcançados nos campeonatos africanos e outros torneios internacionais, como o conquistado no final do ano passado no torneio da Argentina, assim como a qualificação à final no torneio internacional “Zé Du”, prova que se realiza todos os anos por ocasião do aniversário natalício do Presidente da República, José Eduardo dos Santos.


Perguntas e respostas


JD: Pode citar alguns dos momentos mais tristes da sua carreira?
MJ: Tive muitos altos e baixos e vou referir-me apenas a um, que aconteceu
quando treinava uma equipa financiada pelo Banco Africano de Investimento (BAI) e, de forma surpreendente, fomos informados de que tínhamos de parar de treinar e competir. Isto acabou por destruir a nossa equipa, em particular os sonhos dos rapazes.

 JD: Quem tem apoiado o Hóquei 2000?
MJ: Tudo quanto eu saiba, o Hóquei 2000 tem o patrocínio do Banco BAI. Mesmo assim, continuamos a “bater às portas” para que o número de patrocinadores aumente.

JD: O patrocínio daquela instituição bancária tem alguma coisa a ver com os praticantes?
MJ: Esta equipa, embora tenha o patrocínio do Banco BAI, desenvolve uma metodologia pluralista, o que quer dizer, por outras palavras, que nós aceitamos qualquer criança com vontade de aprender o Hóquei em Patins.
Tem piada que dos hoquistas que representam actualmente o Hóquei 2000, nenhum deles é filho de funcionários daquela instituição bancária.

JD: E na Académica de Luanda já fez obra?
MJ: Desde que estou na Académica de Luanda, onde sou técnico-adjunto do professor Jerandi da Silva, já fui campeão nacional sénior masculino. E estes títulos fazem-me acreditar e continuar a trabalhar para crescer. Continuo a dedicar-me porque quero chegar o mais longe possível, para elevar o nome de Angola ao mais alto nível.


POR DENTRO

Nome Completo: Mário Daniel Malungo
Data de Nascimento: 8/06/1984, em Luanda
Estado Civil: Solteiro
Filhos: Nenhum
Religião: Católica
Ocupação: Técnico de Hóquei em Patins
Desafios: Chegar o mais longe possível no Hóquei em Patins a nível mundial
Prato preferido: Funge de calulú com carne seca
Bebida: Sumo e água
Tempo livre: Manter-me informado
Perfume: Zaad
Calçado: 39/40