Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Entrevistas

Ricardo Formosinho Afrotaas deu crdito nossa equipa

20 de Junho, 2013

Os objectivos traados pela direco do clube que pensa em reforos. Com a devida vnia, o Jornal dos Desportos publica a entrevista nesta edio.

Fotografia: Jornal dos Desportos

Tivemos o Recreativo da Caála em grande na Taça CAF, ficando à porta da fase de grupos. Feliz pelo que foi feito e frustrado por não conseguir lá chegar?
Poucos acreditaram que fosse possível chegarmos tão longe, mas não escondo que fiquei um pouco frustrado, porque sei bem que podíamos ter chegado muito mais longe. Mas, o mais importante foi as pessoas passarem a acreditar muito mais em nós. O último jogo acabou por não ter história, mas foi benéfico à equipa.

O que se pode ganhar com o que, afinal, foi uma derrota? O que se pode transportar da Taça CAF para o Girabola?

Esta equipa ganhou crédito, todos fomos valorizados. O clube, treinadores e jogadores. Os níveis de confiança são agora bem mais altos do que antes e esse é um património que não tínhamos e que, neste momento, é uma realidade.

Tem dito que o objectivo é ficar nos quatro primeiros lugares. Não tem medo de não cumprir essa promessa ao olhar para a classificação e ver que históricos como o Petro, Recreativo do Libolo e 1º de Agosto estão com algumas dificuldades?
Vamos olhar para a classificação. E para os resultados que temos conseguido, que só nos podem dar ânimo. Ganhámos aos crónicos candidatos ao título e só perdemos com a equipa que neste momento é a última classificada. Ganhámos ao Petro, empatámos com o Kabuscorp. Agora temos a possibilidade de reforçar a equipa e, a partir de aí, seremos ainda mais fortes e podemos subir alguns lugares na classificação.

Que reforços são esses? Pode adiantá-los para melhor ilucidar-mos os nossos leitores e os adptos do clubes
Ainda é um pouco cedo. Nestas coisas do futebol um negócio pode estar muito avançado e ficar preso por detalhes. Por isso, temos de aguardar mais uns dias para saber quem são os novos jogadores do Recreativo da Caála.


SATISFAÇÃO
“O presidente saber de futebol facilita”


Como é trabalhar com Horácio Mosquito, presidente um pouco diferente, até por ser jovem?
Tem sido fantástico! O nosso presidente é um homem vanguardista, um homem muito inteligente. Depois, há a vantagem de ter jogado futebol. Sabe avaliar todas as situações. Sem dúvida que me sinto confortável, porque a avaliação de que sou alvo é feita por alguém que sabe das coisas. Tem sido muito agradável. É caso para dizer que a linguagem dos homens do futebol é um pouco diferente. Sem dúvida. Ele entende, é isso: temos a mesma linguagem e, assim, o trabalho fica facilitado.

Olhando para a classificação, vemos o Kabuscorp lançado na liderança, com sete pontos de avanço. O título já está entregue?

Não! Nem por sombras! Nem pensar! Vaio haver campeonato e emoção até às últimas jornadas. Estou convencido que o Petro vai aparecer, que o Recreativo do Libolo também vai recuperar, o 1º Agosto está a reforçar muito bem. Enfim, acredito que é cedo demais para alguém poder cantar vitória.

O Recreativo da Caála acaba por fazer uma primeira volta de qualidade. Repetir na segunda metade do campeonato o que foi feito já é positivo?

Não posso pensar dessa forma, nunca me atreveria a acomodar-me com o que está feito. Quero fazer melhor, muito melhor. Vamos ver, mas é com este espírito que estamos a fazer um esforço para reforçar a equipa com dois ou três jogadores que possam fazer a diferença.


COLECTIVISMO
“Se ganharmos ganhamos todos”

Nem todos os técnicos dividem louros quando as coisas correm bem. Não é excesso de humildade?
Não. Ninguém ganha sozinho. O que faria sozinho? Estaria desempregado. É a soma das partes que nos dá as vitórias. Se ganhamos, ganhamos todos.

Nos últimos anos chegaram jogadores importantes ao Girabola: primeiro Rivaldo, depois João Tomás, Meyong...

E vão chegar muitos mais. São um valor acrescentado para o Girabola, porque credibilizam, fazem este campeonato galgar fronteiras!

E como podem esses atletas ajudar o futebol angolano?
Os angolanos são jogadores com talento e muita qualidade. Sinto que faltava alguma competitividade e que esses estrangeiros de qualidade vão ajudar muito: vão contagiar os mais jovens com o profissionalismo. Isso é fundamental, é dar o salto que falta, o degrau que Angola tem de subir para ser uma grande potência.

A Selecção acaba de falhar a presença no Mundial.

Não podemos ignorar que a selecção é o espelho do futebol de um país. É isso que lhe digo. Angola tem de subir o degrau do profissionalismo e só depois vai conseguir ser uma potência.