Jornal dos Desportos

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Entrevistas

Sempre desejei jogar na 1. Diviso

Aro Martis, /no Lubango - 14 de Novembro, 2017

Atleta foi preponderante na estratgia do treinador Mrio Soares ao longo da poca de 2017

Fotografia: Edies Novembro

O ano de estreia do médio Fernando Manuel Morais “Nandinho”, 21 anos de idade, no Campeonato Nacional de Futebol da Primeira Divisão, Girabola Zap, não podia ser melhor, a prestação que teve ao serviço do Clube Desportivo da Huíla (CDH). 
A capacidade competitiva demonstrada ao longo da época de 2017, aliada à habilidade, perspectiva um futuro promissor na carreira do jovem futebolista, formado no 1º de Agosto, em que foi antigo capitão das selecções nacionais jovens (Sub-17 e Sub-20), e que espalhou competência nos jogos que disputou aos serviço dos militares huilanos, no principal campeonato do país.
O jogador mostrou-se satisfeito ao Jornal dos Desportos, pela sua primeira experiência no Girabola Zap, ao representar a equipa militar da Região Sul, oitava classificada na tabela de classificação com 41 pontos, balanço que permitiu melhorar a sua prestação  em relação à temporada passada (2016) com 39 pontos.
Segundo Nandinho, começou a jogar futebol em 2009 nos escalões de formação do clube campeão, depois de atingir o escalão de seniores, como forma de ganhar  experiência a direcção do 1º de Agosto decidiu cedê-lo por empresto ao Desportivo da Huíla, onde marcou, na temporada futebolística terminada recentemente, dois golos nas partidas frente ao Progresso do Sambizanga e ao Recreativo do Libolo. 
“Desde sempre a minha ambição foi de atingir o escalão sénior, jogar na Primeira Divisão, facto que aconteceu na época futebolística 2017, ao ser emprestado pelo 1º de Agosto ao Desportivo da Huíla”, disse.O meio-campista Nandinho é dotado de grande capacidade de leitura de jogo, e utiliza regularmente os dois pés.
Para ele, a sua participação no campeonato foi boa, apesar de  começar a jogar apenas na segunda volta, e “fiz dois golos, que foram importantes para o nosso clube.
 Para quem ascende à categoria de seniores, e começa a marcar golos, é indicador positivo”, reconheceu.
Para ele, o sucesso do clube, em permanecer no Girabola Zap, deveu-se à coesão no grupo. Nandinho afirmou, que por ser a sua estreia no Girabola Zap, empenhou-se para merecer a confiança do técnico, e fazer parte sempre do "onze" inicial.
Assegurou que o Girabola Zap é uma competição forte, requer empenho, dedicação e espírito de missão. O sacrifício é outra qualificação, que deve ser pautado, enquanto jogador de alta competição.
“O Girabola Zap é uma prova difícil. Para se impor, o jogador tem de estar em forma, respeitar os mais experientes, os técnicos, só assim consegue atingir o objectivo preconizado”, sustentou.
Nandinho mostrou-se satisfeito com a recepção e ajuda prestada pelos jogadores mais experientes da agremiação, citou o capitão Chiwe e outros com tarimba na maior competição futebolística nacional, como os avançados Kembwa e Chiquinho, e os defesas Aly e Sidney.
O jogador reconheceu, igualmente, as qualidades do guarda-redes Kissi, que foi decisivo em partidas consideradas determinantes, para a permanência da equipa na Primeira Divisão.
“O Kissi, apesar de ser muito jovem, também é um orientador em campo. Ele sempre orienta o posicionamento de cada jogador em campo, por forma a evitar que o adversário viole a baliza com facilidade.
É um guarda-redes a ter em conta”, destacou as qualidades do ghanês Kissi.


GIRABOLA ZAP 2017
“1º. de Agosto mereceu o título”


A formação do 1º de Agosto foi o justo vencedor do Girabola Zap 2017, por tudo que fez ao longo da competição, em que superou a concorrência, principalmente, do Petro de Luanda. A afirmação é do médio Nandinho, do Clube Desportivo da Huíla, equipa que terminou o campeonato na oitava posição.
 “Nada a contestar. O 1º de Agosto ganhou bem. Terminou a prova com uma diferença de três pontos sobre o Petro de Luanda. A conquista também é minha, por ser atleta dos actuais campeões, onde fui formado”, sustentou.
Reconheceu, que na época finda, a oportunidade recaiu aos jogadores mais jovens. O cenário, salientou que foi notável não só no Desportivo da Huíla, mas em todos os clubes que actuaram no Girabola Zap.
"É um ganho a ter em conta", disse e acrescentou que o cenário vai fazer com que o futuro seja risonho para o futebol nacional, o que vai tornar mais forte os Palancas Negras.
Confessou, ser o único membro da família, que pratica futebol de alta competição. Por ser o último filho dos país, de quatro irmãos, Nandinho promete dar muitas alegrias à família e ao futebol nacional, de quem tem apoio.
“Tenho o apoio da minha família, desde pequeno. No início, a minha mãe dava-me dinheiro para apanhar o táxi para ir aos treinos, conciliava sempre com os estudos.
Além do futebol, a minha mãe sempre me aconselhou unir o futebol aos estudos. É o que continuo a fazer”, disse.
A equipa técnica do Desportivo da Huíla, liderada pelo jovem treinador Mário Soares, ajudou bastante no sucesso que Nandinho teve no seu ano de estreia no campeonato da Primeira Divisão, segundo o jogador militar.

“É no CDH, que comecei a jogar na Primeira Divisão. Acredito que o meu clube, que é o 1º de Agosto, seguiu de perto o meu desempenho, onde prometo muito trabalho caso seja incluído no plantel principal na época 2018”, adiantou. AMmuito trabalho, caso seja incluído no plantel principal na época 2018”, adiantou.

 

PERMANÊNCIA
Médio militar
na expectativa


O médio Nandinho, do Clube Desportivo da Huíla, considerou na entrevista que concedeu ao Jornal dos Desportos, no Lubango, o facto de estar emprestado pelo 1º de Agosto ao clube huilano, que aumentou a responsabilidade, pois, não é fácil conquistar o lugar num plantel com muita qualidade e com jogadores que já estavam inscritos desde à primeira volta do campeonato.
Segundo ele, se tudo dependesse dele, permanecia no plantel do Desportivo da Huíla,  como cabe ao técnico e à direcção do 1º de Agosto, vai aguardar para saber se fica ou não na Huíla.
Sublinhou que o Desportivo da Huíla é constituído por jovens, com muitas habilidades, que não dão muito trabalho à equipa técnica.
 “Todos jovens querem impor-se. O que fica sempre fácil a sua adaptação e torna difícil o treinador encontrar o onze ideal. Foi o que aconteceu com os jogadores no Desportivo da Huíla, na época finda. Encontrei, no Desportivo da Huíla, outros jogadores jovens. Ao aparecer apenas na segunda volta, tinha de me empenhar e convencer o treinador Mário Soares”, disse.
O jogador natural da província de Malanje, tem a sua prioridade virada em fazer melhor para representar a selecção nacional de honras.
Para Nandinho, o jogo com o Petro de Luanda realizado no Estádio do Ferrovia da Huíla, diante de uma moldura humana considerável e chuva miúda, com vitória dos militares da Região Sul, por 2-0, fica na sua memória como o maior no ano de estreia na Primeira Divisão.
Esclareceu que foi um bom jogo, em que cada um quis mostrar a sua valência, apesar do medo que sentiu, em função da responsabilidade de enfrentar o Petro, que ambicionava e pressionava os adversários, sobretudo o 1º de Agosto, na conquista do título.
“Neste jogo, tinha medo de errar. Mas foi bom, porque cumpri com as obrigações que pesavam sobre nós”, frisou. AM


CARREIRA
Atleta ambiciona
selecção de honras


A ambição de Nandinho, jogador do 1º de Agosto, cedido por empréstimo ao Clube Desportivo da Huíla na segunda volta do Girabola Zap 2017, não passa apenas por  impor-se no campeonato da Primeira Divisão.
O médio militar almeja chegar à selecção nacional de honras, depois do êxito ao serviço dos Sub-17 e Sub-20, em que foi capitão.
 “Tenho tudo para o efeito. Já joguei nas selecções de Sub-17 e Sub-20, e espero representar os Palancas Negras”, adiantou.
Reconheceu a responsabilidade, por despontar nas selecções jovens do país. Por isso, prometeu trabalhar para merecer a confiança do seleccionador dos Palancas Negras e fazer uma carreira brilhante.
“Vou continuar a acreditar até chegar a minha vez”, perspectivou.Salientou, que a sua participação em competições internacionais, permitiu ganhar muita experiência.
“A ambição de todo jogador é estar na Selecção Nacional. Então, eu vou trabalhar para voltar a representar a selecção, agora nas honras”.
AM