Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Entrevistas

"Soluo para o Estdio da Cidadela poltica e requer ponderao"

Joo Francisco - 25 de Janeiro, 2013

Mrio Jos Correia, 47 anos, actualmente est colocado no Gabinete de Planeamento e Estatsticas

Fotografia: Jornal dos Desportos

Mário José Correia, 47 anos, actualmente está colocado no Gabinete de Planeamento e Estatísticas (GEPE) do Ministério da Juventude e Desportos (Minjud). Passou pela Direcção Provincial dos Desportos de Luanda, organismo que tinha sob seu controlo os quadros colocados nas Associações Provinciais e que foi um departamento da Secretária de Estado de Educação Física e Desportos (SEEFD). O departamento tinha a responsabilidade de nomear as equipas para as Federações Nacionais. Quando Mário Correia entrou para o dirigismo Desporto, as representações provinciais que atendiam às questões da Juventude e Desportos eram Delegações que dependiam directamente da então Secretária de Estado de Educação Física e Desportos, órgão central.

Com a reestruturação dos Governos Provinciais, as Delegações passaram a denominar-se Direcções Provinciais, tuteladas pelos Governos Provinciais. “Naquela altura, as estruturas provinciais desportivas deixaram de ser Delegações para serem Direcções Provinciais. As Direcções Provinciais da Juventude e Desportos são agora apêndices dos Governos Provinciais, dos quais dependem financeiramente. Apenas metodologicamente dependem do Ministério”, começa por recordar Mário Correia. “Quando entrei para os desportos, ainda estávamos na fase das Delegações Provinciais. Eu era funcionário da Secretária de Estado de Educação Física e Desportos, colocado na Delegação de Luanda”, explica. 


Do Boxe para
a Cidadela

Segundo Mário Correia, naquele tempo, as Delegações Provinciais dependiam administrativa e metodologicamente da  Secretária de Estado de Educação Fisica e Desportos (SEEFD). Hoje esse relacionamento é apenas de carácter  metodológico. “Fui admitido nessa fase, em que ainda havia uma Delegação Provincial, ainda no tempo do director nacional Matos Fernandes, já falecido. Muito antes, o próprio Sardinha de Castro, que chegou a ministro, também foi director provincial de Luanda. De 1984 a 1990 ocupei o cargo de secretário permanente da Associação Provincial de Boxe de Luanda. Como reconhecimento do desempenho ao nível da modalidade na província, e pelo facto de terem surgido algumas lacunas no funcionamento do órgão reitor do Boxe em Angola, fui indicado para exercer o cargo de secretário-geral da Federação Angolana de Boxe (FABOXE), a partir de 1990.

Isso aconteceu na altura em que as nomeações estavam a cargo do organismo de tutela do desporto no país. Em 1991/92, passei pelo crivo das eleições e fui eleito secretário-geral da FABOXE, cujo presidente foi Rosário da Piedade Rufino Faria, também já falecido. Aí estive até 1996”, conta Mário Correia. Depois de deixar as funções executivas na FABOXE, Mário Correia ficou um ano como consultor de direcção na Federação entre até 1997. Depois, pediu a transferência para a Cidadela Desportiva, também uma unidade orgânica do Minjud, pelo facto de se considerar com conhecimentos úteis àquele complexo, uma vez que é Engenheiro Técnico de Construção Civil. “Durante sensivelmente dez anos fiquei no Complexo da Cidadela desportiva, ocupando-me de toda a area técnica”.


MOMENTOS
Fiscalizar obras


Em 2008, Mário Correia é transferido para o Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE), como técnico de acompanhamento de investimentos públicos. Ali está até agora. Sobre a sua actividade concreta no GEPE, adianta: “o técnico de acompanhamento tem que trabalhar com o fiscal e o empreiteiro, para reportar aos superiores hierárquicos o nível de execução das obras, a qualidade dos trabalhos. Mas também acompanha a execução financeira”. Sobre as obras em curso no Complexo da Cidadela, revela: “estou a acompanhar, neste momento, as obras da Galeria do Desporto, e a substituição da cobertura do pavilhão multiusos principal. Estamos, igualmente, a substituir e a reabilitar completamente todos os pisos dos três pavilhões. O pavilhão principal tinha uma cobertura com chapa de losalite. Mas os estudos dizem que aquele material é perigoso para a saúde, devido às fibras de amianto, que são cancerígenas. Daí a necessidade de ser substituída por uma cobertura com as chamadas ‘chapas em sanduíche’, que são isolantes térmicos e acústicos”, sublinha.


COMPLEXIDADE
Estádio de Futebol

Quanto à solução a dar ao Estádio de Futebol,  que ocupa uma majestoso espaço no perímetro da Cidadela Desportiva, este funcionário sénior do Miunjud considera “complexa”. A decisão para o Estádio de Futebol da Cidadela, diz, “vai ser política. No dia em que os políticos decidirem”, acrescenta, “vamos anunciar a solução. Neste momento dar um destino ou decidir o que fazer com o recinto não é uma decisão fácil. Ela requer muita ponderação, porque o estádio alberga uma série de prestadores de serviços e instituições que precisam de ser tidos  em conta na altura da tomada de uma decisão. A reabilitação implica fechar, ainda que temporariamente, parte dos serviços. A demolição significaria ter que transferir esses serviços para outras áreas. Então, é uma decisão que tem que ser politica e tem que ser tomada tendo em conta esses pressupostos todos”,  conclui.


PERGUNTAS E RESPOSTAS
Jornal dos Desportos: O que acha da participação angolana no CAN 2003


Mário Correia: Já tive opinião melhor.  Mas, depois do jogo da segunda jornada contra a África do Sul, tive que mudar de opinião. A equipa, que parecia coesa na fase de preparação e no primeiro jogo com Marrocos, apareceu totalmente desorganizada no segundo jogo. Angola mostrou-se, na segunda jornada, muito desastrada, o que me deixa receoso quanto a prognósticos sobre um bom desempenho.

Quem é o favorito à passagem aos quartos-de-final no Grupo A?
O principal favorito é a África do Sul. Depois vem Angola. Os Palancas Negras ainda têm possibilidades matématicas. Existem dois cenários possíveis. O mais fácil passa pela vitória dos Palancas Negras sobre Cabo Verde, por mais de dois golos, e esperar que África do Sul empate, a zero ou a um golo. Outro cenário passa pela vitória de Angola a Cabo Verde, pela mínima margem que seja, que Marrocos vença à África do Sul, ficando nós a depender do ‘goal-average’. Seja como for, os dois cenários passam, necessariamente, pela vitória dos Palancas Negras no jogo com Cabo Verde por números superiores à derrota (2-0) com a África do Sul.
 
E o favorito do CAN?
O país organizador é sempre o principal favorito quando organiza. Pelo que já vi, seguem-se o Ghana, a Nigéria e o Togo.

O que acha do treinador Gustavo Ferrín?
O treinador é competente. Já mostrou isso em várias ocasiões. É preciso dar oportunidade para trabalhar e mostrar a sua competência. Espero que nos traga resultados positivos. Precisa de tempo. A mudança de treinadores também prejudica a Selecção Nacional.

JD: A Galeria do Desporto já tem data para a inauguração?
MC: Aquela obra, feita no coração do Complexo da Cidadela, ainda não tem data. Mas o edifício está concluído.  


Jornal dos Desportos: O que acha da participação angolana no CAN 2003


Mário Correia: Já tive opinião melhor.  Mas, depois do jogo da segunda jornada contra a África do Sul, tive que mudar de opinião. A equipa, que parecia coesa na fase de preparação e no primeiro jogo com Marrocos, apareceu totalmente desorganizada no segundo jogo. Angola mostrou-se, na segunda jornada, muito desastrada, o que me deixa receoso quanto a prognósticos sobre um bom desempenho.

Quem é o favorito à passagem aos quartos-de-final no Grupo A?

O principal favorito é a África do Sul. Depois vem Angola. Os Palancas Negras ainda têm possibilidades matématicas. Existem dois cenários possíveis. O mais fácil passa pela vitória dos Palancas Negras sobre Cabo Verde, por mais de dois golos, e esperar que África do Sul empate, a zero ou a um golo. Outro cenário passa pela vitória de Angola a Cabo Verde, pela mínima margem que seja, que Marrocos vença à África do Sul, ficando nós a depender do ‘goal-average’. Seja como for, os dois cenários passam, necessariamente, pela vitória dos Palancas Negras no jogo com Cabo Verde por números superiores à derrota (2-0) com a África do Sul.
 
E o favorito do CAN?
O país organizador é sempre o principal favorito quando organiza. Pelo que já vi, seguem-se o Ghana, a Nigéria e o Togo.

O que acha do treinador Gustavo Ferrín?
O treinador é competente. Já mostrou isso em várias ocasiões. É preciso dar oportunidade para trabalhar e mostrar a sua competência. Espero que nos traga resultados positivos. Precisa de tempo. A mudança de treinadores também prejudica a Selecção Nacional.

JD: A Galeria do Desporto já tem data para a inauguração?
MC: Aquela obra, feita no coração do Complexo da Cidadela, ainda não tem data. Mas o edifício está concluído.

POR DENTRO
Nome Completo: Mário José Correia.
Filiação: José Francisco Correia e Isabel Pereira de Sousa Van-Dúnem.
Data de Nascimento: 9 de Março de 1965
Estado Civil: Solteiro, a viver maritalmente
Naturalidade: Caxito, Província do Bengo
Altura: 1,67 m
Peso: 80 Kg
Filhos: Um casal
Filmes: Acção
Hobbies: Cinema e leitura
Prato: Calulu
Bebida: Vinho
Calçado: 40
Religião: Não professo. Simpatizo com os Testemunhas de Jeová
O que mais teme: Envelhecer
O que mais detesta: Hipocrisia
Já recorreu à mentira: Sim. Para evitar o sofrimento de alguém
Sonho: Ver-me realizado. Garantir a formação e preparação aos meus filhos para encararem a vida com segurança.