Jornal dos Desportos

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Entrevistas

Vamos lutar at ao fim

Matias Adriano - 07 de Outubro, 2016

Rui Campos acredita na possibilidade da sua equipa superar a concorrncia e conquistar o ttulo do Girabola

Fotografia: Jornal dos Desportos

O Girabola vai dobrando os últimos contornos. Quando amanhã se jogar a 26ª jornada estarão a faltar apenas quatro, para o desfecho da prova.
Entretanto, no topo da tabela classificativa a luta continua renhida. Três equipas, nomeadamente 1º de Agosto, Recreativo do Libolo e Petro de Luanda travam uma batalha sem quartel pelo título. Poder-se-á dizer que a hora é de contar espingardas.  A três pontos do líder, a turma do Cuanza Sul é a que tem maior obrigação para triunfo, por se achar nas vestes de campeã em título, e que luta pela revalidação.

Quem pensava que a pedalada do 1º de Agosto, que quase não deu possibilidade de liderança a outras equipas durante o torneio seja motivo para desânimo dos seus concorrentes, desengane-se. Nas hostes do Recreativo do Libolo as atenções estão unicamente voltadas para a conquista do título, pese embora estar classificativamente distanciado de quem vai à frente por três pontos. Em conversa com o Jornal dos Desportos, o presidente de direcção, Rui Campos, tratou de expressar optimismo neste sentido.

"Continuamos a lutar por aquilo que foi definido como objectivo da equipa no começo do campeonato: a conquista do título. Sabemos que a ponta final vai ser a doer em função dos objectivos e valor competitivo das outras duas equipas com igual propósito, mas não vemos por que motivo jogar a toalha ao tapete. Vamos lutar até ao fim e temos esperança e crença na conquista.", disse.

O nível dos adversários a defrontar nas próximas jornadas poderá determinar a classificação dos três concorrentes. E neste quesito, o Recreativo do Libolo parece estar melhor. Ou seja, tem um calendário mais simpático em relação ao 1º de Agosto e ao Petro de Luanda. "Sabemos que no futebol todo adversário deve ser respeitado como tal. Seja como for, nós temos um calendário mais desafogado em relação aos nossos concorrentes neste último troço da prova."

O presidente do Recreativo do Libolo vê no Sagrada Esperança, a equipa a defrontar na 28ª jornada, como o adversário mais difícil dos que vêm a seguir. "Precisamos encarar com maior seriedade, e mais do que isso, maior sentido de responsabilidade os jogos em falta. Estamos certos que a excepção do jogo que temos a disputar no Dundo, com o Sagrada Esperança, os outros não nos atormentam."

Longe de temer esta correlação de forças, Rui Campos diz que tal quadro é salutar, pois valoriza a competição, ao lugar daquelas edições em que a faltar cinco, seis jornadas do fim, já temos o campeão encontrado. "Este equilíbrio que se verifica nesta ponta final do campeonato é muito salutar para a competição.  Pessoalmente não sou apologista do monopólio do título, e espero bem que um dia o campeonato seja ganho por uma equipa novata, que não seja do quadro dos tradicionais campeões."

Na edição passada o Recreativo do Libolo só decidou o título na última jornada depois de uma perseguição quase impiedosa do 1º de Agosto. Pelo andar das coisas, estamos a viver o mesmo processo, mas com os papéis invertidos, sendo o 1º de Agosto à frente e o Libolo na cola. Será que o título volta a ser decidido na derradeira jornada? Quisemos saber.

“Existem vários indícios de se encontrar o campeão apenas na última jornada, até porque é altura em que dois dos candidatos jogam entre si. Mas também pode-se dar o caso de tudo ficar clarificado antes.”

No quadro de uma planificação antecipada, no Libolo a próxima época futebolística já está a ser equacionada. "Com muito cuidado já estamos a planear a próxima época. Neste momento estamos a realinhar o nosso orçamento a ver se conseguimos realizar o programa que está gizado para a próxima época."


COMPETITIVIDADE
Rui Campos
reconhce dificuldades


Apesar de a equipa estar classificada em segundo lugar e com largas possibilidades de chegar ao título, o presidente do Libolo, Rui  Campos, considera a presente época como tendo sido extremamente difícil. "Este foi um ano difícil para todos. Mas apesar das dificuldades e com uma gestão apertada e parcimoniosa foi possível fazer as coisas e manter o plantel estável  para que pudesse lutar pelos objectivos competitivos inicialmente traçados."

A equipa venceu na passada quarta-feira, em casa, o Petro de Luanda em jogo das meias-finais da Taça de Angola, estando desta forma qualificada para a final desta segunda prova do calendário futebolístico nacional. Este passo pode constituir um forte incentivo para a equipa no Girabola. "É certo que o sucesso numa prova pode constituir um tónico para a outra. E estou certo que com a passagem à final da Taça de Angola a equipa ganha mais ânimo na luta pelo título do Girabola.

Interessava saber se  a presença da equipa na final da Taça de Angola dá motivos para se aventar a possibilidade da famosa "dobradinha", e a resposta veio sem evasivas: "Estamos a lutar para o título do Girabola, mas a Taça de Angola também é uma aposta. Por isso, vamos conjugar esforços no sentido de sermos felizes nas duas frentes, mas sempre dentro da humildade que nos permite reconhecer também o valor dos outros concorrentes."